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Tornado no Paraná deixa mortos e centenas de feridos em Rio Bonito do Iguaçu

Um tornado atingiu o município de Rio Bonito do Iguaçu, no interior do Paraná, causando destruição, ao menos seis mortes e mais de 400 feridos. Meteorologistas ainda avaliam a intensidade do fenômeno, que pode ter chegado à categoria F3, com ventos acima de 250 km/h.
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A cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no Sudoeste do Paraná, viveu uma das maiores tragédias climáticas de sua história nesta sexta-feira (7). Um tornado atingiu áreas urbanas e rurais, arrastando casas, derrubando estruturas e deixando moradores sem abrigo. A Defesa Civil confirma ao menos seis mortos e 437 feridos, além de um desaparecido. As autoridades ainda avaliam o número de pessoas desalojadas e desabrigadas. O fenômeno foi confirmado pelo Simepar e pode ter alcançado ventos superiores a 250 km/h.

Como o tornado se formou

O Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) analisou imagens de satélite, dados atmosféricos e registros feitos por moradores. A primeira classificação indica um tornado de categoria F2 na escala Fujita, que vai de F0 a F5. Nessa faixa, ventos variam entre 180 km/h e 250 km/h, já capazes de arrancar telhados, derrubar árvores de grande porte e destruir construções frágeis.

Meteorologistas, porém, alertam que há sinais de ventos ainda mais intensos em determinadas áreas do município. Caso sejam confirmados picos acima de 250 km/h, o tornado será reclassificado como F3, uma categoria que descreve eventos extremamente severos, capazes de destruir casas de alvenaria e deslocar veículos pesados.

Segundo o governo estadual, o fenômeno se formou devido à atuação de um intenso sistema de baixa pressão atmosférica entre o Paraguai e o Sul do Brasil. Esse sistema impulsionou a chegada de uma frente fria associada ao deslocamento de um ciclone extratropical para o oceano, criando o ambiente favorável ao tornado.

Vítimas e impacto na população

Entre os mortos estão moradores de diferentes bairros e áreas rurais de Rio Bonito do Iguaçu. As vítimas confirmadas têm idades entre 14 e 83 anos. Um homem de 53 anos morreu na cidade vizinha de Guarapuava, também afetada pelo temporal. As equipes de resgate continuam recebendo chamados, e o número de feridos pode ser atualizado ao longo do fim de semana.

Centenas de moradores relataram que não tiveram tempo para se proteger. Em poucos segundos, telhados foram arrancados, postes caíram e veículos foram lançados pela força do vento. Escolas, igrejas e ginásios passaram a servir como abrigos improvisados. Equipes municipais, estaduais e voluntários trabalham para remover escombros e restabelecer serviços essenciais, como energia elétrica e abastecimento de água.

Avaliação das autoridades e próximos passos

O meteorologista Reinaldo Kneib, do Simepar, afirmou que a análise detalhada deve continuar ao longo dos próximos dias, com base em imagens aéreas, fotografias e perícia em campo. “Foi um evento extremamente severo. Se os indícios de ventos acima de 250 km/h forem confirmados, a classificação será revisada”, explicou.

Enquanto isso, a Climatempo alerta que o ciclone extratropical associado ao episódio ainda pode gerar ventos fortes em regiões do Sul e Sudeste. Rajadas acima de 100 km/h são esperadas no litoral do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, com efeito previsto também no Rio de Janeiro e no Espírito Santo até domingo (9).

Recomendações para a população

As autoridades recomendam que moradores evitem áreas abertas durante rajadas de vento e redobrem atenção ao transitar próximo a árvores, fiações elétricas e estruturas metálicas. Em caso de emergência, a orientação é procurar abrigos seguros e acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.

As equipes seguem em alerta, e o governo do Paraná deve anunciar medidas de assistência e reconstrução nos próximos dias.

 

[ Fonte: CNN Brasil ]

 

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